Botucatu, terça-feira, 17 de Setembro de 2019

Colunista Antonio Roberto Mauad – Turquinho Tecnólogo em Marketing e MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades
28/09/2018

O sistema que não derruba Bolsonaro



Na eleição deste ano vivenciamos um fenômeno eleitoral: Bolsonaro 17 gostem ou não dele, o fato de seu desempenho eleitoral vindo de forma espontânea de grande parte da população é inquestionável. Esta espontaneidade que deixa muitos atônitos corporifica quando Bolsonaro é recebido com enorme euforia por onde chega, com  incrível coro uníssono: eu vim de graça. O que entre outros explica o adjetivo fenômeno a Bolsonaro, que não precisa de grandes esforços ou gastos para que o cidadão nele vote.

Este e outros fatos ocorrem em contraponto ao atual sistema político que comanda o Brasil há mais de três décadas, alicerçado na corrupção, burocracia e sede insaciável de poder, utilizando recursos lícitos e muitos ilícitos para manter-se, e barrar a ascensão de um único, mas concreto adversário: Jair Bolsonaro, que deixa claro por limites á ação política. Seus adversários atacam Bolsonaro, de modo ardis e orquestrados contra o que era até então, um deputado federal carioca, desconhecido do grande público nacional, sem apoio ou conluios espúrios do sistema. 

Contudo, tais características tornaram-se seu grande cacife, se mostrando como é, uma pessoa comum, com defeitos iguais a nós e que leva consigo a mesma vontade de ver um país com bem menos corrupção, esculhambação via atitudes iníquas dos três Poderes, o fim dos ataques maciços contra a família e seus bons valores morais, entre outras questões. Mas seus adversários ao atacá-lo com mentiras e manipulação de suas falas, ainda não perceberam que a questão não é somente Bolsonaro 17, mas a base moral e menos politiqueira de suas propostas, aliado a sua forma de atuar na política e na campanha eleitoral! Não se torna difícil identificar que não se vota unicamente em Bolsonaro 17, vota-se contra este sistema político e seus atores putrefatos pela corrupção e mentiras no governo.

O voto em Bolsonaro, além da esperança por mudanças, corporifica a repulsa ao continuísmo político, pondo-se o eleitor de Bolsonaro claramente contra o sistema corrupto, e ao qual se tinha esperança que o PT e Lula/2003 mudassem, mas ao sistema Lula e os seus fortemente aderiam usando e abusando dele. O que denota claramente um sistema apartidário, maléfico e que ser invencível, que encharca-nos provocando náuseas, corporificada no desempenho da campanha de Bolsonaro, cujo mot são limites morais que a sociedade quer aos políticos e nas ações do Estado.

O povo brasileiro não escolheu só a Bolsonaro, mas suas propostas de cunho moral e ético verbalizando muito daquilo que o próprio cidadão queria poder dizer das coisas políticas, engasgadas há muito tempo. E pelo que demonstra a campanha, o quanto mais se bate em Bolsonaro, que neste pleito se tornou porta-voz da indignação do cidadão contra o sistema, mais Bolsonaro cresce junto ao cidadão de bem. Note, a cada notícia pejorativa contra Bolsonaro, a reação do eleitor vem espontaneamente pelas redes sociais em vídeos de assaltos, latrocínios, mau uso do erário e corrupção, o cidadão renega o escárnio da fé e suas crenças, rejeita fortemente as doutrinações imorais infantis; e isto com publicidade gratuita, sem orientação dirigida pela pequena equipe de campanha.

O sistema e seus ocupantes não perceberam, ou não sabem o que fazer com esta repulsa popular, hoje corporificada em Bolsonaro, o sistema insiste em bater/desconstruir Bolsonaro, com mentiras/manipulações, vide os direitos de resposta no horário político, batem ao invés de dizer o que pretendem fazer. Mesmo porque, esse discurso do “eu agora vou fazer” já caiu no descrédito popular.

Nem tudo o que enfrentamos pode ser mudado. Mas nada pode ser mudado enquanto não for enfrentado.- James Baidwin - Ensaísta compositor, americano falecido em 1987.

 

Antonio Roberto Mauad – Turquinho. MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, colaborador deste jornal










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