Botucatu, domingo, 22 de Setembro de 2019

Colunista Antonio Roberto Mauad – Turquinho Tecnólogo em Marketing e MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades
25/10/2018

Família, WhatsApp e desentendimentos políticos de 2018



A família para Deus pai criador é um dos maiores valores cristãos, sendo que Deus através de seu filho Jesus Cristo abençoa todas as famílias da terra, como prometido à Abraão em Atos 3:25-26.

Núcleo básico do cristianismo, a família deve manter-se em amor que liga seus membros, pois não existem ex pai, mãe, irmão, primos tios. Os cunhados ou tios são pais de nossos sobrinhos ou primos, e eternamente estão ligados pelo vínculo paternal, cônjuges podem separar, mas a ligação familiar/paternidade nunca se desfará.

As incontestes ligações paternais que unem as famílias, este momento sui generis (sem semelhança com nenhum outro, único no seu gênero) que vivemos com os debates políticos estabelecidos nos grupos que usam o aplicativo para celulares whatsapp têm em muitos casos levado tristeza aos patriarcas e demais membros das famílias! Ainda que o termo patriarca não seja usual no núcleo familiar brasileiro: nossos avôs, pais, tios a pessoa mais velha da família a qual devemos respeito.

Nossa população nas eleições/2018 passa por transformações na postura política tomando lado e defendendo-o, atitude louvável do ponto de vista cidadão, mas cabe ressaltar que não estamos sabendo relacionarmos adequadamente nos grupos de família e amigos, quando usamos o whatsapp ao colocar ou defender nossas posições políticas, quando somos desmedidos nas respostas no whatsapp, pois a errônea sensação de impessoalidade que o celular nós dá, gera uma cadeia bilateral de respostas agressivas, o que desencadeia desentendimentos e rompimentos nas relações familiares e com amigos.

Meu caro leitor, desde mocinho sempre gostei da política, não do ambiente político onde muitos homens transformaram-na em algo deplorável, e isto muito provavelmente vem sendo a espoleta das brigas familiares e com amigos no whatsapp.

Nada contra discutirmos política, mas a minha geração/1964, em muitos lares educavam-nos a não envolver-se/debater temas políticos, pois na década de 70 era assunto “tabu” nas famílias, e quando falado era entre os mais velhos, dada à repressão aos que eram extremos nas críticas á política 1964-1985. Contudo a nós adolescentes não explicavam o porquê do “tabu”.

De 1985 em diante, o Brasil volta timidamente a falar de política, porém, a apatia política contaminará as pessoas, e relembrando que nós brasileiros debatíamos interessadamente futebol do que política, que influencia fortemente nossas vidas.

Com estes e outros fatores passamos por Collor/Itamar, Fernando Henrique e os governos do PT, todos com suas conseqüências que levou a reacender um debate político mais amplo. Contudo, a pouca prática em debater-se política com P maiúsculo nos levou inadequadamente a lidar com ela, sendo as brigas/ofensas desmedidas no whatsapp a demonstração de maior preparo no debate político com familiares e amigos.

 Não que discutir política nos grupos de família e amigos não vale a pena, contudo ao fazê-lo devemos ter moderação, atentando para as palavras ditas, insistências desmedidas e grosseiras não faz ninguém mudar a intenção de voto, mas só piora e faz afirmar a posição contrária! Não somos donos da verdade e reitero, não devemos dizer palavras impensadas, a palavra tem poder como cita a Bíblia em Lucas 6-45: “A boca fala daquilo que está cheio o coração”. Cabe-nos refletir que na vida há três coisas que não voltam: a flecha lançada, a bala disparada, e a palavra pronunciada, assim sendo, mude a política debatendo-a sem afetar as relações familiares/amizades.

Cristãos e filhos de Deus, se houve desentendimento com você e os seus, abra mão de estar certo ou errado que é nossa alma sobrepondo o espírito de Deus em nós, busque conciliar-se. Devemos por para fora o amor que Deus em Cristo derramou dentro de nós, este amor jamais termina, sendo eterno. Quanto mais dermos deste amor, mais este amor cresce dentro de você irmão. Amor é atitude, então busque seu familiar, e conversando com paciência e vontade gere o entendimento familiar e amigos!

 

                             “O perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício.”      Martin Luther King – líder e pastor batista, grande ativista político americano de sua época.

 

Antonio Roberto Mauad – Turquinho. MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, colaborador deste jornal










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