Botucatu, domingo, 22 de Setembro de 2019

Colunista Antonio Roberto Mauad – Turquinho Tecnólogo em Marketing e MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades
28/12/2018

Duratex e a suspensão da produção em Botucatu



Duratex, uma das grandes empresas nacionais, que em Botucatu desde 1973 produzir diversos tios painéis de madeira, que se tornaram nome de produto no mercado (chapa de Duratex). Empresa que por décadas foi bem gerida pela família Setubal, e muito ajudou a desenvolver Botucatu em várias na área como a logística de transporte rodoviário, criou empregos muitos diretos e indiretos, renda, elevação do consumo junto ao comercio local e regional gerando receita fiscal a Botucatu e municípios, pois a madeira bruta transportas e chapas acabadas geram ISS, ICMS e divisas/dólares ao país nas exportações.

No ano de 2017 nos botucatuenses fomos pegos com a informação de que três das quatro linhas de produção de painéis de madeira/chapas iria ser vendida a Eucatex de propriedade da família de Paulo Salim Maluf, com moderna fábrica de painéis de madeira em Botucatu. Isto em muito chamou-me atenção, pois são empresas concorrentes em determinados seguimento destes painéis, e assim fui buscar informações com alguns amigos da Duratex, onde trabalhei por curtíssimo período, sendo chamado pela Unesp há quase 33 anos, também falei com meu docente de economia e gestão corporativa onde me graduei, para em meu desconhecimento tentar melhor entender o que se passava.

A produção da Duratex Botucatu com painéis/chapas produzidos representava algo em torno de 7% do faturamento da empresa, assim sua gestão corporativa entendeu melhor se desafazer desta três linhas, pois o investimento nelas não estava possivelmente entre as prioridades do conglomerado fabril, e venderam para o concorrente/Eucatex cujo faturamento e participação de mercado neste seguimento de painéis/chapas de madeira é maior, e creio eu, que pela Eucatex estar em Botucatu, isto facilitou a operação e quem sabe até com os ativos imobiliários que podem ter sido usados como parte do pagamento.

A gestão corporativa tem a função de decidir e coordenação das ações e mecanismos internos, ações e estratégias que são e viram a ser aplicadas ao bom funcionamento da empresa ou grupo empresarial. Assim se espera que este entenda tanto do negócio quanto dos números ali gerados, e é neste quesito que meu diminuto conhecimento e estudo vejo equívocos em certas empresas ao trazerem “gestores” que entendem muito de números e sua dinâmica, tal qual o pessoal do mercado financeiro/banco, mas que pouco estão familiarizados com produção fabril, pois esta tem suas peculiaridades que diferem do setor de gestão financeira bancaria. Gestores administradores como o eng. agrônomo pela USP Mário Colombelli Filho, eng. aeronáutico pelo ITA Paulo Urbanavicius, administrador de empresas pela nossa Unifac Luciano José Calonego, e poucos outros exemplificam o que cito, vide suas trajetórias dentro da Duratex, Neiva/Embraer e Caio/Induscar.  

Dr. Colombelli transformou a unidade de Botucatu nas mais rentáveis, Dr. Paulo Urbanavicius ingressou na saudosa Neiva e ao aposentar-se deixou uma das maiores unidades da Embraer, o caro amigo Luciano Calonego enfrentou a crise da Caio  passou por sua massa falida e hoje é um dos nomes de relevância para Caio/Induscar.

Com a cessão da produção de suspensão da linha 4, a Duratex inflige ao município redução de receita no ISS, ICMS e queda no consumo do, como aos postos de combustíveis queda por volta de 60% no óleo diesel, venda de peças e sérvios de manutenção mecânica tanto fabril como dos veículos, operações/atividades de transporte deslocadas para Agudos e Itapetininga, entre outros. A Duratex conta com uma nova e moderna fábrica em Agudos na nossa região, o que me leva a ter certo ceticismo quanto a continuar produzindo em Botucatu.

Oxalá que as informações de retorno de produção da linha quatro Duratex Btu retornem em 2019 e arrebente meu ceticismo.

 

“No mundo dos negócios todos são pagos em duas moedas: dinheiro e experiência. Agarre a experiência primeiro, o dinheiro virá depois. ” Harold Geneen – inglês, empresário nos Estado Unidos, falecido em novembro de 1997.

 

Feliz, santo e prospero 2019 para todos!

 

Antonio Roberto Mauad – Turquinho. MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, colaborador deste jornal










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