Botucatu, terça-feira, 17 de Setembro de 2019

Colunista Antonio Roberto Mauad – Turquinho Tecnólogo em Marketing e MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades
22/03/2019

Suzano e a tragédia dos jovens de nossos dias



Após a poeira dos sentimentos cederem à razão tento abordar o tema que a todos os brasileiros, e sobre tudo, aos pais degrada o coração com o ocorrido na escola Raul Brasil Suzano/SP, situação que não se imagina acontecer tão perto, ainda que acontecimentos do passado nos venham a mente: escola em Realengo/RJ, Goiânia/GO, creche de Janaúba/MG e outros deixaram suas marcas.

Assim não tenciono oferecer maior compreensão do fato, pois difícil é entender tamanha selvageria, e não há de fato o que dizer aos pais, alunos, professores, sociedade de Suzano e povo brasileiro!

Deste modo tento, e não mais que arriscar buscar alguns elementos partindo de fatores postos pelas mídias: o que possivelmente levou estes dois seres a impelir tamanha dor a pais e a sociedade. Do crédulo ao ateu ser nenhum explica Deus!

A mídia ao longo da semana de 13/03 passa a explorar o que tenha levado os indivíduos a cometer este ato odioso, sendo que entre as possibilidades uma novamente chamou-me a atenção, o bullying não que esta prática deplorável justifique tamanha insanidade, não nada justifica! Mas pode ser um potente componente indutor do trágico massacre. Pois há tempos em nossas escolas pública e particulares são recorrentes as inadmissíveis historias de bullying, e que infelizmente trouxeram desfechos dolorosos, o recente caso do colégio Goyases de Goiânia/GO outubro de 2017 e outros, bem como os não registrados. Até quando o Estado que norteia e regra todo o ensino brasileiro vai ficar apático a esta triste e perigosa realidade, até quando pais e professores vão manter-se letárgicos frente ao tema, onde seus filhos sãos os protagonistas de uma peça cujo ato final pode ser jovens vidas ceifadas? 

Outra possibilidade latente, porém não evidenciada pela grande mídia: a falta da fé cristã e amor dentro dos lares, ausência que gera desamor e empatia dos jovens para com seus entes, considerando que uma arma em si/inércia não mata ninguém, mas quem puxa seu gatilho é quem traz a morte. Não vou discorrer citando caso e casos, mas chamar novamente a família para uma reflexão: o quanto a nossa forma de relacionamento em nossos lares gera fé cristã e amor?

Tal pergunta caro leitor cabe antes de tudo à este escriba que é marido e pai, e segue á todos que desta despretensiosa matéria venham a ler, independente de sua condição familiar: pai, mãe, filhos, sobrinhos, netos, tios, avós e por aí vai

O desamor por vezes se forma na carência de amor, princípios, má formação do caráter, valores e outros. O desamor pode surgir com o fim de um relacionamento, ou mesmo de uma expectativa não realizada, o indivíduo pode vir a sofrer com o desamor quando seu sentimento não é correspondido ou sua frustração é tamanha que ele sozinho não consegue melhor lidar com ela, o que nos remete a pensar nos indivíduos de Suzano, e aqui enfatizo: nada justifica tamanha barbárie, mas tristemente oferece-nos elementos para tentarmos compreender à luz da racionalidade, e assim buscar a partir de nossas relações, de alguma forma, evitar dentro do possível, a repetição destas atrocidades humanas.

 

                                Há um desamor nas pessoas, uma enorme falta de tudo; valores, princípios, atitudes, respeito, coerência, seriedade, responsabilidade, caráter, moral... Isto é muito triste!  -  Lilian Fianco, agente Institucional Sócio-Educativo no estado do Rio Grande do Sul

 

Antonio Roberto Mauad – Turquinho. MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, colaborador deste jornal.










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