Botucatu, domingo, 22 de Setembro de 2019

Colunista Antonio Roberto Mauad – Turquinho Tecnólogo em Marketing e MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades
31/05/2019

FAZENDAS E FLORESTAS, UM DISCURSO TENDENCIOSO



Texto baseada na matéria do jornalista José Roberto Guzzo

 

Muito cômodo dentro o discurso preservacionista europeu/americano implementar o convencimento que algumas questões não discute-se, pois estas apresentam como verdade definitiva por quem prega-o. Como acontece há ano com a questão ambiental mundo afora, e especialmente voltada ao Brasil.

Fruto de uma estratégia bem planejada e disseminada se delibera pela opinião pública internacional e brasileira, que o Brasil aniquila suas florestas, sendo o vilão a nossa agropecuária. Um discurso bem conveniente do seu autor, pois Terra que tira de seu solo a riqueza e gera imposto se faz devastando, e assim o Brasil é posto como purgatório ambiental, e na outra ponta da retórica protecionista, Terra que nada gera é considerada o paraíso, e não se contesta.

Contudo a realidade brasileira embasada nos fatos e dados decorrentes do agronegócio demonstra nitidamente o contrário, mas e daí para os europeus e americanos que operam o agronegócio no mundo? Para eles quanto menos fatos reais e verídicos o Brasil apresentar a seu favor, na relação produção agropecuária e meio ambiente, mais fortes ficam as suas opiniões mundo afora, e assim tentam também via discurso ambiental refrear especificamente nossa maior fonte de divisas atualmente. Porem ninguém imagina, e pouco se vê nas   mídias, que a área brasileira de matas preservadas tem em números reais mais que o dobro da média mundial.

Segundo dados do INPE obtidos por satélites, nosso pais reduziu em 15% a taxa de desmatamento na Amazônia brasileira entre agosto de 2013 e julho de 2014, nos 10 últimos anos esta taxa de desmatamento na Amazônia reduzi-se em 82%. Não há outra nação com tantas florestas como o Brasil, e temos mais floresta que a Rússia com o dobro do nosso tamanho, e mais florestas que o Canadá e Estados Unidos somados, o Parque Estadual da Serra do Mar-SP, é duas vezes maior que a maior floresta primária da Europa, na Polônia.

E o dado fundamental, a agricultura brasileira ocupa somente 10% do território nacional, e produzindo mais hoje, se comparado ao século passado, e esta produtividade não se dá porque destrói a mata para plantar, ma por causa da tecnologia, irrigação, o usando maquinário de ponta e cresce pela competência do agricultor brasileiro que trabalha com boa tecnificação. Vide a EMBRAPA e universidades públicas que muito contribuem neste campo.

Desta forma embasadas em dados reais, como nossa agricultura poderia ameaçar as nossas florestas, e enfatizando: nossa área de cultiva ocupa 10% do Brasil? Nossos produtores rurais conservam em suas propriedades, sem ter subsídio do governo, áreas de vegetação nativa equivalente a 20% da área total do Brasil. Que sentido há em atacar de forma subliminar o agronegócio brasileiro empunhado falsamente a questão ambiental?

Nações como Brasil com seus problemas aos olhos dos “donos do mundo”, não deve gerar progresso em suas terras, pois tais terras devem limitar-se a manter as florestas, e jamais querer disputar mercados perturbando a “tranqüilidade” ética das nações civilizadas, ecológicas e sustentáveis, mas que devastaram suas florestas e de nações pobres com algumas africanas e outras asiáticas séculos atrás, e agora postam de bons e bem intencionados homens do meio ambiente escondendo seus interesses comercias.

            Preservar continuamente e cada vez mais, mas sem hipocrisia!

 

            Sustentabilidade é somar, contribuir e preservar para poder colher, pois o importante é produzir, hoje, de forma responsável e eficiente, para viabilizar a produção nas gerações futuras.    -    fonte Yahoo respostas

 

Antonio Roberto Mauad – Turquinho. MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, colaborador deste jornal. 










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