Botucatu, terça-feira, 17 de Setembro de 2019

Colunista Antonio Roberto Mauad – Turquinho Tecnólogo em Marketing e MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades
25/07/2019

A ESCOLA ENQUANTO REFLEXO DOS EXTRATOS SOCIAIS



A sociedade desde os seus primórdios têm sua divisão em extratos sociais, e estes refletem seus valores e a cultura predominante daquela sociedade, e a escola é um dos lugares onde emergem claramente estes valores.

A escola, em especial as de cunho público, com seus ideais universais de gratuita e ser laica a escola acompanha a sociedade, o que faz dela um ambiente que perpassa o seu objetivo de formar intelectualmente o aluno, sendo que há tempo a escola é um lugar de encontro dos estratos sociais e onde seus valores são externados tanto no relacionamento dentro da classe como no entrono da escola, se descobre relações que por vezes estão veladas em outros ambientes.

Não é difícil vermos relatos de pessoas vendendo drogas na escola e em seu entrono mais próximo, sabermos de relatos levando pelas mídias de agressões a professores dentro da sala de aula, na saída da escola bem como o desrespeito imperante para com professores, diretores servidores e mesmo entre os próprios alunos. Fruto de uma sociedade adoecida deste o fim dos anos 80 onde se instituiu a cultura vinda possivelmente da interpretação constitucional de 1988, onde dá entre outras, que o cidadão brasileiro tem muito direito sem que dele exija-se que antes cumpra suas obrigações.

Todo direito pressupõe uma obrigação, condição que vem do direito das obrigações, e estando ele dentro do Direito Civil e que sofre a influência do Direito Romano.

Nossas escolas e seus atores tanto da rede pública como do setor privado, refletem os valores de uma sociedade que não sabe lidar com liberdade e democracia, pois o que ocorre no ambiente escolar é em grande parte o insucesso de nossa geração, os nascidos entre o fim da década de 50 aos anos 60, não soubemos passar com eficiência à nossos filhos os mesmos valores morais e éticos que nossos pais nos deram e fizeram-nos usar nas relações do dia a dia.    

Os alunos das escolas brasileiras e universidades são fruto de nossa geração dos anos 50 e 60, e veja o que acontece em termos de valores éticos e morais que são valores que se apresentam no relacionamento entre as pessoas e suas atitudes, aqui em especial cito a escola que é o reflexo de nossa sociedade e seus valores.

Hoje com meus 55 anos e pai de família, vejo a inequívoca necessidade de o Estado interferir de alguma forma nos valores sociais, como por exemplo, impor leis rígidas e que sejam para todos e não para os que não podem pagar um bom advogado, impor por determinado período a polícia enquanto braço do Estado que é o único que pode exercer o poder de polícia e o uso da força ao punir deste o cidadão de má conduta independente de classe social, condição econômica e outros.  Pois se a sociedade age dentro dos valores morais que geram boas pessoas onde um se vê no outro enquanto cidadãos, e teremos pessoas melhores e um mundo melhor.

A educação não pode ser delegada somente à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.   Içami Tiba, médico brasileiro psiquiatra, psicodramatista, escritor de livros sobre Educação, familiar e escolar.

Antonio Roberto Mauad – Turquinho. MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, colaborador deste jornal.











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