Botucatu, quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

Colunista Carmem Lúcia Eburneo da Silva Escritora
19/04/2019

Viva à meiga Botucatu!



Foto - Divulgação

Texto apresentado em 14/04/2019 no aniversário de Botucatu

 

Viva à meiga aniversariante Botucatu, pelos seus 164 anos de Emancipação Político-Administrativa, neste dia 14 de abril de 2019!

Bom dia aos senhores, senhoras, jovens e crianças!

Cumprimentos especiais ao Excelentíssimo Prefeito Mário Pardini, em nome de quem saúdo as autoridades presentes!

Cumprimento, também, o Excelentíssimo Presidente da Academia Botucatuense de Letras que a nós concedeu a honra de parabenizarmos a Terra Mãe, amada Botucatu, representando a Família da Academia Botucatuense de Letras, parceira no Ato Cívico de hoje!

Meu cumprimento fraternal aos confrades, confreiras, familiares, amigos, alunos queridos que fizeram, fazem e sempre farão elevar o grau evolutivo em nossa comunidade, culminando, ano a ano, numa grande celebração!

Seis anos após o nascimento de Botucatu, que foi  em 1855, nasce em 1861, em  Calcutá, Índia, o poeta Tagore e via adaptação de textos do livro Gitanjali (Guitánjali), da autoria do citado poeta, com a lembrança de que se formos citar as mais de 1000 páginas do consagrado Hernâni Donato, no Achegas, e de centenas de artistas, cientistas, escritores, compositores Botucatuenses de corpo, alma e coração que à Mãe já homenagearam, teríamos semanas de declamações, em toadas, histórias, ilustrações, exposições e obras em todas as artes, principalmente a que une as letras às músicas e às ciências: a fala!

Conforme Machado de Assis: “A voz humana tem todas as notas!”

Aqui ecoam as palavras, além do céu, parece ninho e seu amor aprisiona voluntariamente as almas que a tocam com sons, cores, perfumes, sabores, energia, vida, paz e luz.

Como cesta de ouro suas manhãs formosas e silentes coroam a Princesa da Serra pelo majestoso astro rei “clareando a Serra”.

Por caminhos trilhados populosos, campos solitários e com mais de 700 nuances de verde... as gotas do entardecer que chega sem que dê tempo de despedirmos do dia, onde o infinito se espraia num reluzente azul cobalto, lá do alto ao chão, trazendo a imaculada brisa.

Os raios de sol que descem pelos braços abertos do crepúsculo registrados em muitas lentes, dentre elas de Adelina e André, colorem incontáveis matizes num manto de nuvens ora nítidas, ora brumosas, em formas inumeráveis...

De Cidade da Cuesta, das Boas Escolas e Dos Bons Ares, ampliada pelo filósofo Miguel Reale, na Sessão Magna da Academia Paulista de Letras, em data comemorativa do Centenário desta, no ano de 2009, aqui, também condecorada maximizando o seu Slogan para Morada da Inteligência. Segundo Miguel Reale isto decorre: “da união dos espíritos, no encontro das vontades e dos sentimentos, para a realização de uma grande nação”.

 Botucatu tão Universal tornada, por meio do vínculo do Escritor Francisco Marins,  escritor brasileiro incluso em Leitura Escolar até na Europa, traduzido em mais de 40 idiomas. Embora vindo dos bancos escolares de zona rural, chegou nas Tribunas do Largo de São Francisco e da Academia Paulista de Letras, deixou seu legado a todos no Memorial Templo e Memória, que é de vital importância ser preservado para a Cultura sobreviver. Neste aniversário, quem sabe o presente chegue até nós, nas vontades que suplantam o desejo do povo... de forma democrática, por meio de ações no sistema administrativo, no qual protagonistas grandiosos motivam-se a coordenar projetos.

Tão efêmeros os dias suaves chegam e vão e Botucatu não mais dorme... Vivem em turnos as empresas, os hospitais, a educação, a saúde, a segurança, a administração, a cultura, com outros sistemas de infraestrutura, em constante e globalizada construção.

A mesma torrente de vida que de dia e de noite percorre suas vias, equivale ao complexo sistema circulatório, como parte de seu corpo, que antes, o poeta Chico Moura podia dizer: “eucaliptal, da molecada jogando bola nas vias e das janelas baixinhas nas quais os grandes conversavam”. Agora, conquista simetrias além-fronteiras, trançando e traçando passos, avenidas, novos bairros, que se estendem quase alcançando o ABC (Anhembi, Bofete, Conchas), de um lado, de outros Pardinho, São Manuel, Itatinga...

Gloriosos os seus habitantes, em contato com seus compromissos enchem-se de orgulho pelos dados que a incluem entre as melhores cidades para se viver no país... nunca nos esquecendo de seu patrimônio Natural, a riqueza maior, o Aquífero Guarani...

E como deixar de enfatizar a necessidade de tombar os Patrimônios Naturais da Humanidade, pertencentes ao polo Cuesta, que são O Gigante Adormecido e As Três Pedras?

Com grande honra cada um lateja todos os seus momentos neste templo sagrado...

Parece que há uma obra superior impulsionando as coisas a se precipitarem, não pararem, com finalidade de ninguém ficar olhando para trás e nem se conter...

Cidade de meus Sonhos, de nossos sonhos, Angelino de Oliveira, Terra do meu, do nosso coração...

E sob o mesmo campo, nos ipês de todas as cores, protegidos pela doçura da amizade e respeito, que em conversa ninguém pergunta se ganhamos bem, e sim como andam nossos projetos, nossos filhos, nossa família, nossos amores...

Seu nome, Botucatu, dizia Pedretti Netto:

“É mensageiro de amor,

Mensageiro de fé,

Mensageiro de paz,

Um nome que há de ser um símbolo

Para dar ao amigo um abraço,

Para dar à criança um regaço,

Para fechar os olhos do que morre,

Para rezar sobre a campa uma oração.

Para dar ao inimigo o perdão!”

Ao compasso do Hino da Escola Normal, o qual sonhava Hernâni Donato, ser seu hino de fato, hoje constatamos a realidade de ser seu retrato, com pequena adaptação:

LETRA DO HINO DA ESCOLA NORMAL DE BOTUCATU (1923)

Versos do Prof. Aluísio Azevedo Marques

Música Alfredo Franklin de Mattos

I - 2x
Meiga Botucatu, na grande Via-Láctea
Que ilumina o caminho do Bem,
És estrela tão viva que penso
Que outra igual este Estado não tem!

Estribilho - 2x
Salve, Salve! Oh templo sagrado
Foco imenso de vida e razão!
Pois que mesmo uma rocha insensível
Tu transformas em bom coração

II - 2x
"Caçador de Esmeraldas" tu fazes
Quem, disposto, em ti vem viver,
Pois preparas ao mundo os capazes
Bandeirantes da Luz e saber.

III - 2x
Esta terra é um jardim verdejante
Onde cresce da Pátria o amor,
Ao viandante sequioso de luzes
Sobram raios de ardente fulgor.

Nossa gratidão e um pensamento do escritor José de Alencar:

“O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis.”

Parabéns Botucatu e aos que aqui se dedicam ao seu progresso, a começar pelo Capitão José Gomes Pinheiro até os exemplares e dedicados Botucatuenses dos dias atuais, “que continuam pela noite velha o sonho truncado na noite moça, ao acentuarem seus contrastes marcantes de seres sonhadores e idealistas, capazes de se esquecerem de si e viverem em busca do bem comum!

Adaptação de Carmem Lúcia Ebúrneo da Silva

Membro da Academia Botucatuense de Letras

Gratidão!










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