Botucatu, domingo, 22 de Setembro de 2019

Colunista Quico Cuter Jornalista, Autor, Escritor, Historiador e Poeta
29/12/2018

Ufa! Como é difícil explanar gastos da classe política!



O que o Brasil poderia fazer com 248 mil por minuto; 14,9 milhões por hora; 357,5 milhões por dia; 10,7 bilhões por mês; 140 bilhões por ano (incluindo fundo partidário)? Esse é o “pequeno” gasto dos políticos do Brasil.  

São um presidente (um vice); uma câmara federal; 81 senadores;  513 deputados federais; 27 governadores (mais 27 vices); 27 assembleias legislativas; 1.040 deputados estaduais; 5.568 prefeitos (5.568 vices); 5.568 câmaras municipais; e 57.931 vereadores. São, ao todo, 70.794 políticos. Ufa!

Pensam que acabou? Nada disso! Vamos em frente! Os políticos também incluem em seus gastos o salário de 12.825 assessores parlamentares na Câmara Federal (sem concurso); 4.455 assessores parlamentares no Senado (sem concurso);  27.000 assistentes parlamentares em Câmaras Estaduais (sem concurso).  Se não errei na conta, isso totaliza  715.074 pessoas contratadas por políticos, sem citar assessores de prefeitos, governadores e presidente. Ufa! De novo!

É gente e dinheiro que não acaba mais! Para não perder a conta e ficar abilolado em meio a tantos números, também deixamos fora da lista o rombo que os políticos causam na Previdência Social com aposentadorias alienígenas. Ufa! Outra vez!

E essa mamata e festa com o dinheiro público faz com o Brasil tenha nada mais, nada menos do que 35 partidos registrados na Justiça Eleitoral e outros tantos em formação, todos ávidos para beliscar seu quinhão na fortuna que é distribuída pelo fundo partidário.

Antes a classe política se dividia em dois núcleos, duas ideologias: situação e oposição. Ponto! Hoje a coisa desandou.  É mais ou menos assim: por conveniência (ou dinheiro) um político pode estar na oposição pela manhã e mudar seu posicionamento à tarde, ficando a noite reservada para negociar o que será feito no dia seguinte.

Apesar de todo dinheiro que recebe de forma imoral, mas lícita, a classe política é o retrato perfeito da corrupção.  Além de sorver uma fortuna dos cofres públicos, os políticos, pelo menos a maioria deles, engorda, nababescamente, o patrimônio com dinheiro vindo de negociações espúrias. Por isso, o político honesto está virando uma raridade.   

O pior de tudo é que são eles que elaboram as leis e, comumente, legislam em causa própria. No Congresso, Assembleias e Câmaras quem tem maioria vota o que quer para defender seus interesses, interesses partidários ou interesses de terceiros. Então, meu amigo, imaginar uma reforma política abrangente com essa gente no poder é utopia. É mais fácil acasalar uma formiga tucandeira com uma andorinha.

 










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