Botucatu, domingo, 22 de Setembro de 2019

Colunista Quico Cuter Jornalista, Autor, Escritor, Historiador e Poeta
30/12/2018

Deputados em campanha por
aumento de 16,38% no salário



Definitivamente, está cada dia mais difícil esboçar qualquer ato de elogio a classe política brasileira. A última dos nobres “representantes do povo” é a luta em busca do aumento salarial de 16,38%, a partir de fevereiro de 2019, o mesmo percentual dado a juízes e promotores numa irresponsabilidade gutural do presidente Michel Temer numa infeliz decisão como chefe maior da Nação. O consolo é que que esse sujeito pedante, sem o foro parlamentar e com os maiores índices de impopularidade já registrados, dificilmente, escapará de ser preso para que pague seus inúmeros crimes de corrupção.  Pelo menos isso!

Esse (quase certo) aumento vai resultar em efeito cascata e o mesmo percentual poderá ser aplicado aos deputados estaduais e vereadores de todo Brasil, que vem atravessando séria crise financeira.  Olha o tamanho da irresponsabilidade dessa gente!  E é esse aumento que está sendo usado como bandeira para a escolha do presidente da Câmara dos Deputados. A eleição que renovará o comando do Congresso ocorrerá em 1º de fevereiro. 

Pela regra atual, o aumento da remuneração dos congressistas pode ser aprovado em 2019 e entrar em vigor no mesmo ano. Uma das propostas em tramitação na Casa, que voltou ao debate por causa da disputa no Congresso, prevê que o presidente da República, o vice, ministros, senadores e deputados tenham vencimentos idênticos aos dos integrantes do Supremo.

Candidato à presidência, o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) defendeu o reajuste para seus pares. Argumenta que “há colegas que não dependem do salário, mas outros dependem e passam necessidades que a gente não sabe. É preciso dar ao parlamentar uma melhor qualidade de vida. Não é aumento de salário: é reajuste dentro da lei”. E completou: “É melhor o parlamentar ser bem remunerado porque você pode cobrar dele a lisura, mas eu também defendo a reforma da Previdência, que conserta tudo isso". Que imundície! Que cara de pau!

O pior é que o atual presidente, Rodrigo Maia, também é simpático à ideia de unificar o teto salarial do Executivo, Legislativo e Judiciário. Para que isso ocorra, porém, a Câmara e o Senado precisam aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição.  Foi esse cara que ao substituir o presidente Michel Temer no último dia 18, durante uma viagem internacional, sancionou projeto de lei permitindo que municípios com queda na arrecadação gastassem mais de 60% da receita com pagamento de servidores, afrouxando a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Líderes na Câmara avaliam como “injusto” o fato de os parlamentares ganharem menos do que os ministros do STF. A aposta é que, com o acirramento da disputa pela presidência da Casa, o tema ganhe maior relevância na busca de apoio, inclusive dos novos deputados que estão chegando a Brasília. Pois é, o ano de 2019 promete...

 

 

 

 

 

 

 

 

 










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