Botucatu, quarta-feira, 26 de Junho de 2019

Cidade / Geral
14/04/2019

Toquinho canta em Botucatu acompanhado do coral de fãs com milhares de vozes



Fotos: Valéria Cuter / Patricia Breda

 

“O violão me faz dialogar com Deus e a música é a escritura desse diálogo. Tocar violão, para mim, é respirar com as mãos, e a música é o ar em forma de acordes"

 

Antônio Pecci Filho, ou Toquinho, no auge do seus 72 anos, um dos nomes mais importantes da música popular brasileira (MPB), arrancou aplausos de milhares de pessoas que lotaram o Largo da Catedral, Centro Histórico da Cidade, na noite deste sábado (13), fazendo parte das festividades ao 164ª aniversário de Botucatu,  com o Show “Toquinho – 50 Anos”.

O show que teve duração de pouco mais de uma hora sem o “bis” no final, emocionou o público com o artista cantando verdadeiros clássicos como Que Maravilha, Tarde em Itapuã, A Tonga da Mironga do Kabuletê, Lamento do Morro, Regra Três, Aquarela, O Caderno, A Casa, Sei lá... a Vida tem Sempre Razão, Samba pra Vinícius, Samba de Orly, Como Dizia o Poeta, muitas delas entoadas em grande coro. Homenageou outros monstros sagrados da MBP como Carinhoso, Chega de Saudade ou Trem das Onze. Mostrou toda sua versatilidade e genialidade no violão tocando canções como Asa Branca e Gente Humilde.

Durante sua apresentação, Toquinho, com participação especial de Camila Faustino, vocalista de 28 anos que, desde 2016, divide os shows com o cantor, interagiu com o público, contou histórias e fez alusão a ícones da música popular brasileira, pessoas com as quais conviveu e trabalhou, entre elas Paulinho Nogueira, Chico Buarque, Jorge Ben Jor, Paulinho da Viola, além de Baden Powell, seu ídolo e, Vinícius de Moraes, o grande parceiro por 11 anos com quem compôs mais de 100 canções, em 25 discos e mais de mil shows pelo Brasil e no exterior.

Sobre sua relação com o inseparável instrumento, nesses 50 anos de carreira, Toquinho costuma dizer que o violão o faz dialogar com Deus. “A música é a escritura desse diálogo. Tocar violão, para mim, é respirar com as mãos, e a música é o ar em forma de acordes. Minha transpiração tem o odor da madeira que encosta ao meu peito, e a frequência de meu coração se regula pela vibração das cordas do instrumento”.

 









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