Botucatu, sábado, 24 de Agosto de 2019

Cultura / Educação
19/10/2018

Museu do Café na Fazenda Lageado expõe obras do artista plástico Gabriel Reis



Obra, que tem como curador Oscar D’Ambrosio, traz para essa discussão a destruição e a deformação dos rostos como forma de questionar as possibilidades de conhecimento do mundo cristalizadas

 

 “Rostos são portas para o conhecimento. Seja no aspecto físico ou no emocional, apresentam características que denunciam temperamentos e comportamentos. Com o tempo, as marcas de expressão acentuam cicatrizes simbólicas de entendimento do mundo. Cada traço surge como portal para mergulhar na riqueza existencial de cada um”.

Foi desta maneira que Oscar D’Ambrosio, mestre em Artes Visuais, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura, descreveu a exposição “Inquietos Perfis”, do artista plástico Gabriel Reis, que expões seus trabalhos no Museu do Café da Fazenda Lageado.

D´Ambrósio que é o curador da exposição aponta que a obra plástica de Gabriel Reis traz para essa discussão a destruição e a deformação dos rostos como forma de questionar as possibilidades de conhecimento do mundo cristalizadas. “Quando uma cara é desfigurada dentro daquilo que dela se espera tradicionalmente, são abertas camadas de leituras”, diz.

“Tecnicamente o processo que o artista instaura é de proporcionar ao observador viagens simbólicas por sendas e fendas menos óbvias e pouco conhecidas. Transformar aquilo que parece óbvio indaga e pode até chocar, mas maravilha por mostrar que os méritos da arte estão na capacidade de surpreender e de fornecer novos olhares”, explica o curador da exposição.

Para ele,  Gabriel Reis “estabelece uma linguagem visual pessoal na forma como se relaciona com essas questões. Interpreta o visível e busca o invisível de cada ser, perscrutando percepções e sensações que geram muitas novas perguntas. Foge assim da mesmice e dá a cada novo trabalho o frescor de uma vereda a ser explorada”.










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