Botucatu, quarta-feira, 26 de Junho de 2019

Política
23/04/2018

Ex-prefeito João Cury é desfiliado do PSDB pelo presidente estadual do partido



O ex-prefeito de Botucatu aceitou convite para assumir a Secretaria de Educação convidado por Márcio França que quer ser reeleito governador e vai disputar votos com Jorge Dória, candidato escolhido do PSDB paulista

 

“É uma pena. Se tivesse havido diálogo nada disso teria ocorrido. Até porque, em nenhum momento o governador Márcio França condicionou minha permanência no governo à desfiliação do PSDB. Para ser secretário da Educação não preciso estar filiado. Portanto, seguirei no cargo sem filiação partidária procurando fazer o melhor pela Educação do Estado de São Paulo. Não tenho dúvida de que a Educação está acima de tudo isso”.

Foi assim que se manifestou o ex-prefeito de Botucatu, João Cury Neto, sobre sua expulsão do PSDB por decisão do presidente estadual do partido, deputado Pedro Tobias, de Bauru, em razão de ter aceitado o convite do governador Márcio França (PSB) para assumir pasta da Secretaria de Estado da Educação. Cury no governo de Geraldo Alckmin estava ocupando a presidência da Fundação  para o Desenvolvimento da Educação (FDE).

O impasse entre Cury e Tobias está na eleição deste ano para o governo do Estado de São Paulo, já que Márcio França que era vice-governador assumiu a cadeira de Alckmin (que irá disputar a presidência da República), quer ser reeleito governador e vai disputar votos com João Doria, candidato escolhido do PSDB paulista.

Em sua página do facebook, Pedro Tobias justifica sua decisão. “Como presidente do PSDB-SP, desfiliei dos quadros do partido, na manhã desta segunda-feira, o prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão, e o ex-prefeito e atual secretário de Estado da Educação, João Cury. Maranhão foi afastado por declarar apoio a outro candidato ao Governo de São Paulo em detrimento de João Doria, representante tucano nas eleições de 2018, o que é vedado pelo estatuto do PSDB”, diz o texto.

E continua: “Já Cury, que disputaria uma vaga na Câmara dos Deputados, abdicou de representar o partido nas eleições para assumir a pasta da Educação do governo de Marcio França (PSB), que disputará a reeleição. No entendimento do partido, ao tomar a decisão de não representar o PSDB para defender o governo de um adversário no pleito de outubro, Cury feriu os incisos III e V do artigo 15 do estatuto partidário, configurando “irrefutável transgressão ética”. Informo que ambos já foram notificados da decisão”.










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