Botucatu, quarta-feira, 17 de Julho de 2019

Política
25/04/2018

Executiva do PSDB de Botucatu repudia desfiliação do ex-prefeito João Cury



Diretório de Botucatu realizou uma reunião com a  Executiva Municipal para discutir a desfiliação do ex-prefeito e promete cobrar explicações sobre a decisão que foi tomada

 

“Um dirigente que age dessa forma, que nem sequer respeita o estatuto partidário, acena para o começo do fim”. Foi o comentário do ex-governador Alberto Goldman (SP), sobre o presidente do PSDB no estado, Pedro Tobias, ter expulsado nomes que não apóiam João Doria ao governo do Estado. Entre eles, o ex-prefeito de Botucatu João Cury Neto, que é o novo secretário de Estado da Educação a convite do governador em exercício Márcio França, candidato a reeleição.

A decisão de Tobias repercutiu de forma muito negativa em Botucatu e no PSDB estadual, já que outros filiados do partido também ocupam cargos do governo Márcio França, mas não sofrerem punição e continuam em seus cargos, contrariando a própria fala do presidente estadual, justificando a expulsão do ex-prefeito. “Quem não apoiar João Dória está fora (do PSDB)”.

O vereador Ednei Lázaro da Costa Carreira (PSB) que é muito ligado ao ex-prefeito João Cury, adiantou que na sessão ordinária da Câmara Municipal que será realizada, excepcionalmente, na próxima quarta-feira, dia 2 (em razão do feriado de 1º de Maio), irá apresentar uma moção de repúdio contra Pedro Tobias.

“O João (Cury) tem uma extensa folha de serviços prestados não só a Botucatu como em cidades de toda nossa região e do estado. Essa desfiliação foi um fato que afeta não só o João Cury, mas sim toda população de Botucatu. É preciso lembrar ao Pedro Tobias que o pai do João (ex-prefeito Jamil Cury) foi um dos fundadores do partido a nível nacional, ao lado de políticos como Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro, entre outros. Então essa infeliz decisão do presidente do PSDB estadual merece nosso total repúdio”, criticou Carreira.

O presidente do PSDB de Botucatu André Rogério Barbosa (Curumim) realizou uma reunião da Executiva para discutir a desfiliação de Cury e irá notificar a executiva estadual cobrando explicações já que o diretório local não foi notificado da decisão que iria ser tomada e cerceou o João Cury do seu direito de ampla defesa.

“A decisão nos causou muita estranheza. Simplesmente, foi tomada de forma arbitrária, sem que o João tivesse o direito de se defender. Isso fere a democracia e não iremos aceitar passivamente essa situação. Vamos mostrar que o PSDB de Botucatu tem sua independência, está unido e não concorda com esse tipo de decisão autoritária. E falo isso em nome de mais de 1.400 filiados. Além do campo político, acionamos também nossa assessoria jurídica para ver o que pode ser feito”, adianta Curumim. “O que não vai acontecer é o diretório de Botucatu aceitar passivamente essa situação arbitrária cometida pelo presidente do diretório estadual”,  complementou.

Nota oficial do PSDB de Botucatu

É com grande surpresa que o PSDB Botucatu recebe a decisão solitária do Presidente Estadual do partido Pedro Tobias, de expulsar o ex-prefeito de Botucatu João Cury Neto. João tem uma história vitoriosa no partido, tendo sido prefeito por dois mandatos da cidade de Botucatu (2009-2016) e presidente da Fundação para Desenvolvimento da Educação (FDE) (2017-2018) à convite do governador Geraldo Alckmin, tendo trazido, em ambos os cargos, significativos resultados positivos amplamente conhecidos e, por tais resultados, convidado a ser Secretário Estadual de Educação.

Também muito nos causa estranheza outros filiados ao PSDB que se mantiveram ou comporão o governo nessa etapa não terem o mesmo tratamento por parte do Presidente Estadual. Essa decisão monocrática, que não ouviu o Diretório local do qual o ex-prefeito é membro, não ouviu a Executiva ou Diretório Estadual abre um perigoso precedente de expulsões sem direito ao contraditório e ampla defesa, apenas por vontade do Presidente Pedro Tobias.

A justificativa do Presidente Estadual Pedro Tobias foi de 'irrefutável transgressão ética' citando os incisos III e V do artigo 15 do Estatuto, ocorre que a alegada transgressão não foi sequer apresentada ao Conselho de Ética, tendo sido decidida única e exclusivamente pela vontade do Presidente Estadual.










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