Botucatu, segunda-feira, 23 de Setembro de 2019

Regionais / Brasil
11/07/2017

Maus tratos flagrado em creche de Itatinga ganha repercussão nacional



Polícia Civil e o Ministério Público pediram à Justiça a prisão preventiva das duas monitoras que aparecem nas imagens agredindo e constrangendo crianças, assim como 19 pais de alunos abriram BO contra as acusadas  que foram afastadas das funções e podem ser presas

 

O caso denunciado como  maus tratos e registrado, inicialmente, como constrangimento ilegal e corrupção de menores contra crianças, cometido por funcionárias de uma creche (Menino Jesus), na cidade de Itatinga, cujas imagens foram gravadas pelo sistema de segurança da creche e distribuído por parentes das crianças, virilizou nas redes sociais e ganhou repercussão nacional.

Além disso, a Polícia Civil e o Ministério Público pediram à Justiça a prisão preventiva das duas monitoras que aparecem nas imagens agredindo e constrangendo crianças. Também 19 pais de alunos abriram boletim de ocorrência (BO) contra as funcionárias que foram afastadas das funções e podem ser presas. A direção da escola ainda não se manifestou, oficialmente, sobre o caso.

Num primeiro momento, a gravação mostra uma das funcionárias atirando um colchão contra uma criança. Em outro, uma criança é arrastada pelo braço e atirada na cama com violência e outra teve o cabelo puxado. Em outra “cena” que chama a atenção, um menino agarra e beija outra criança por várias vezes na boca, na presença de duas funcionárias que não tomam providências.

Também é polêmica e irregular a situação dessas duas funcionárias que, até então,  prestavam serviços na creche sem ter formação específica para ocupar o cargo, embora sejam concursadas e exerciam o cargo há alguns anos. A informação sobre a inabilidade das funcionárias foi passada pela própria Secretaria Municipal de Educação.

Nunca é demais lembrar que o crime de maus tratos está previsto no artigo 136 do Código Penal. “Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina”. A pena é de dois meses a um ano de detenção e multa.










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