Botucatu, quarta-feira, 17 de Julho de 2019

Regionais / Brasil
23/08/2018

Após cassação de mandato do prefeito e do vice, Mongaguá terá nova eleição



Fotos - Divulgação

Prócida foi preso em sua casa onde mantinha oculta uma fortuna em dinheiro vivo em um guarda-roupa, R$ 4,6 milhões e mais US$ 216 mil, em cédulas empilhadas organizadamente

 

Os vereadores da Câmara Municipal de Mongaguá no litoral paulista, após quase nove horas e meia de debates e votação,  aprovaram por maioria, a cassação do prefeito Artur Parada Prócida (PSDB), o professor Artur,  considerado um dos grandes caciques do partido no estado e do vice Márcio Melo Gomes, o "Márcio Cabeça".

Prócida, em maio deste ano, na Operação Prato Feito, realizada pela Polícia Federal,  foi flagrado em sua casa onde mantinha oculta uma fortuna em dinheiro vivo escondida em um guarda-roupa. Foram 4,6 milhões e mais US$ 216 mil, em cédulas empilhadas organizadamente, dinheiro que a PF aponta como desvio de verbas públicas.

Desde que foi decretada sua prisão o tucano está recluso na Penitenciária de Tremembé, enquanto o vice (também denunciado) continua solto, respondendo ao processo em liberdade. Na ocasião de sua prisão, Prócida alegou à PF que o dinheiro tinha origem em "sobras de campanha" (reais)  e "doação do pai" (dólares).

Com a cassação de Prócida e Márcio Cabeça o Executivo está sob a administração do presidente da Câmara Municipal, Rodrigo Biagioni, o Rodrigo Casa Branca (PSDB) e a Justiça Eleitoral deverá agendar uma nova eleição na Cidade para que a população de Mongaguá que tem 50 mil habitantes e vive, basicamente, do Turismo, eleja um novo prefeito e seu vice.

O vereador Guilherme Prócida, filho do prefeito e parte interessada nos processos, teve a liminar que permitia sua participação na sessão de votação suspensa após duas decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo.  Foi convocado o suplente, Pedro Eduardo Carvalho Homem, o "Dr. Pedro", para ocupar a função, exclusivamente,  nas votações das seis Comissões Processantes.

Com a cassação, a Câmara emitiu Decreto Legislativo sobre a decisão dos vereadores, dando ciência à Justiça Eleitoral sobre a vacância dos dois cargos do Executivo. O decreto também será protocolado na prefeitura. Prefeito em exercício, Rodrigo Biagioni,  já deu andamento ao pedido de novas eleições municipais.

A denúncia que culminou na cassação de Prócida e de "Márcio Cabeça" tem como base a Operação Prato Feito, deflagrada em maio pela Polícia Federal. A investigação põe sob suspeita pelo menos 30 prefeituras paulistas por fraudes. Treze prefeitos são investigados, além de quatro ex-prefeitos, 27 funcionários públicos, um vereador e 29 empresas. Também são alvo da PF e do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União secretários municipais e lobistas.










© Alpha Notícias. Todos os direitos reservados.