Botucatu, terça-feira, 21 de Maio de 2019

Regionais / Brasil
08/10/2018

Milton Monti não se reelege e fica na suplência na Câmara dos Deputados



Desde  que entrou na polícia aos 21 anos, eleito prefeito mais jovens do Brasil  (de São Manuel), sendo o mais jovem prefeito do Brasil, entre os anos de 1983 a 1988, Monti nunca havia  perdido uma eleição

 

Uma das grandes surpresas nas eleições deste ano na região de Botucatu foi a não reeleição do deputado Milton Casquel (PR), que conseguiu apenas ficar na primeira suplência,  com 61.398 votos.  Na eleição passada, em 2014, Monti obteve 115.941 votos no Estado.

Desde  que entrou na polícia aos 21 anos quando foi eleito prefeito mais jovem do Brasil  (de São Manuel), sendo o mais jovem prefeito do Brasil, entre os anos de 1983 a 1988, nunca havia  perdido uma eleição. Foi deputado estadual  em 1991 e na sequencia se elegeu deputada federal. Desde então ganhou sucessivas eleições e chegou a ser cogitado para candidato a vice-governador.

Ainda na 26ª Zona Eleitoral de Botucatu outros candidatos também ficaram longe de se eleger. São eles:  Giovanni Mockus (Rede-estadual) teve 3.387 votos; Daniel Carvalho (PSOL-Federal) – 1.700 votos;  Fernando Espanhol (MDB-Estadual) – 178 votos; e Jean de Brito (AVA-Estadual) – 1.363 votos. Outro político bastante conhecido em Botucatu, Fernando Capez (PSDB), que tentou uma vaga para deputado federal,  também não se elegeu.

 

Senado com muitas mudanças

Essa eleição marcou grande mudança na cadeira do Senado. Os eleitores buscaram renovação e deixaram nomes tradicionais da política brasileira fora do Senado Federal nessas eleições. A lista de derrotados é puxada pela cúpula da Casa: o atual presidente, Eunício Oliveira (MDB), ficou em terceiro lugar no Ceará, e o vice-presidente, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), em quarto na Paraíba. Além deles, o presidente nacional do MDB, Romero Jucá (RR), perdeu a vaga ficando em terceiro lugar no seu Estado. Outros ex- ministros do atual presidente, Edison Lobão (MDB-MA) e Garibaldi Alves (MDB-RN) também não se reelegeram.

Neste ano, a eleição no Senado envolvia 54 cadeiras entre as 81 existentes e 32 senadores tentavam a reeleição. Apenas três conseguiram: Randolfe (Rede-AP), Eduardo Braga (MDB-AM) e Paulo Paim (PT-RS). Assim, a renovação foi de 51 cadeiras.

Senadores que lideraram a oposição ao governo Temer, como Roberto Requião (MDB-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ), ficarão de fora da próxima legislatura. Já Renan Calheiros (MDB-AL), ex-presidente do Senado que rompeu com Temer e fez campanha aliado ao PT e ao ex-presidente Lula, condenado e preso na operação Lava Jato, garantiu um novo mandato na segunda vaga. Em Minas, o PT perdeu a vaga da ex-presidente Dilma Rousseff, que ficou fora da casa legislativa, mesmo liderando as pesquisas de intenção de votos até o último sábado. Em São Paulo, Eduardo Suplicy (PT), que também liderava as pesquisas, não se elegeu.

Tanto o PT como o PSDB tiveram diminuição de suas cadeiras. O partido de Fernando Haddad passou de nove para seis senadores. Já os tucanos tinham 12 cadeiras e terão oito na próxima legislatura. O MDB também perdeu sete representantes na Casa legislativa, terá 11 filiados a partir de 2019. O PCdoB, partido da candidata a vice-presidente na chapa de Haddad (PT), Manuela D’Ávila, perdeu sua única vaga no Senado.

Dois partidos que surpreenderam foram a Rede, da candidata derrotada à Presidência Marina Silva, e o PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro. A rede elegeu seis senadores. Tinha apenas um. Já o partido de Bolsonaro, que não tinha nenhum representante no Senado, agora contará com uma bancada formada por quatro. Outros  conhecidos senadores que buscavam a reeleição e ficaram de fora são:  Roberto Requião e Valdir Ralpp, do MDB, e  Mágno Malta (PR).










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