Botucatu, segunda-feira, 27 de Maio de 2019

Regionais / Brasil
02/05/2019

Homem de 71 anos atacado por abelhas entra em óbito na Unesp de Botucatu



Foto - Divulgação/Ilustrativa

Vítima saiu para dar um passeio com a bicicleta e foi atacado pelas abelhas que estavam enxameando, sendo o resgate do Corpo de Bombeiros acionado para que fosse conduzido ao PS

 

Depois de permanecer internado por seis dias no Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu em razão de ter sido vítima de centenas de picadas de abelhas africanizadas, um homem de 71 anos de idade veio a entrar em óbito.

Esse senhor chamado João Alves de Souza, que residia em Cerqueira Cesar, saiu para dar uma volta de bicicleta pela margem da rodovia Osny Mateus (SP-261), quando foi envolvido pelo enxame. Ele correu cerca de 200 metros e entrou em um matagal na tentativa de se proteger, mas não conseguiu evitar o ataque maciço. Motoristas que passavam pela rodovia viram o homem caído e acionaram o socorro.

Foi acionado o resgate do Corpo de Bombeiros para que o homem fosse conduzido em estado grave ao Pronto Socorro de Cerqueira César. Como o caso era complexo ele foi encaminhado a um hospital de Avaré e, posteriormente, ao PS da Unesp de Botucatu, mas não resistiu e acabou falecendo. A equipe de enfermagem teria contabilizou mais de duas mil ferroadas no corpo da vítima, a maioria no rosto, no pescoço e nos braços

Vale destacar que quando as abelhas se reproduzem gerando novas rainhas que precisam criar novas colmeias, já que cada enxame pode ter apenas uma abelha rainha, acontece o processo de enxameamento com a revoada das abelhas para formação de uma nova geração que nasceu na colmeia original. 

Por estar procurando um local para se alojarem as abelhas ficam muito agitados e acabam se transformando em ameaça. Como elas não têm ouvidos, reagem a vibrações, podendo atacar o ser humano e animais domésticos. De acordo com o número de picadas pode causar mortes, como foi o caso desse homem de Cerqueira Cesar.

Em Botucatu vários casos de ataque de abelhas já foram registrados pelo Corpo de Bombeiros, havendo até mortes. A captura desses insetos peçonhentos é feita pela Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) e levadas ao setor de apicultura do Departamento de Produção Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, que recebe os enxames recolhidos na cidade desde 2009, quando foi firmada uma parceria entre a Prefeitura e a universidade.










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