Botucatu, domingo, 20 de Outubro de 2019

Segurança
01/11/2017

Velório do empresário da Rede ADV é feito em clima de grande comoção



 Alunos, colaboradores, professores, parentes e amigos compareceram ao ginásio para prestar  a última homenagem ao empresário, mostrando o quanto era respeitado e estimado  

 

Em clima de muita comoção popular foi realizado nesta terça-feira o velório e sepultamento do professor de matemática  e empresário Adevaldo Colonize, assassinado de forma brutal no domingo, sendo seu corpo localizado pela Polícia Civil  em meio a uma plantação de cana de açúcar, na zona rural de Igaraçu de Tietê, parcialmente carbonizado. O caso está sob investigação.

O velório de Colonize aconteceu no Ginásio de Esportes José Antonio Varasquim, localizado à Avenida José Michel, 750, no Centro de Igaraçu do Tietê,  sua cidade natal. Alunos, colaboradores, professores, parentes e amigos compareceram ao ginásio  para prestar  a última homenagem ao empresário, mostrando o quanto era respeitado e estimado.  Antes da entrada do público, os familiares tiveram um período de privacidade para velar o corpo que estava em caixão lacrado. Colonize tinha 51 anos de idade e com nove escolas espalhadas pela região em cidades como Botucatu, Barra Bonita, Jaú e Bauru. 

 

Relembrando o caso

Adevaldo Colonize foi visto com vida pela última vez na madrugada de domingo em uma lanchonete na orla de Barra Bonita e  encontrado morto no início da tarde de segunda-feira em um canavial na zona rural de Igaraçu do Tietê, com o corpo, parcialmente, carbonizado.  Os irmãos Paulo Roberto Meza, de 28 anos, e Marildo Júnior Meza, de 21, estão presos, acusados de terem participado do bárbaro crime. Um terceiro indivíduo envolvido,  Caíque Henrique Sales, de 19 anos, foi preso na noite desta quarta-feira quando saia da casa da namorada, em Igaraçu do Tietê. Os três (foto abaixo) já são bastante conhecidos nos meios policiais com passagens por roubo e tráfico de drogas.

A investigação teve início na tarde de domingo quando a Polícia Militar de Barra Bonita, realizando patrulhamento pela cidade, localizou a caminhonete do empresário que estava em poder dos dois irmãos acusados pelo crime.  O veículo estava sujo com terra vermelha, predominante daquela região. No tapete da cabine desse veículo também foi encontrado o mesmo tipo de terra.

Ao serem questionados os averiguados alegaram que haviam encontrado  o veículo em Igaraçu do Tietê com as chaves no contato e optaram por dar uma volta, mas acabaram sendo interceptados numa blitz policial na vizinha cidade de Barra Bonita. Prestaram depoimento e foram liberados.  Horas depois foram novamente presos, já que havia contradição nos depoimentos e fortes indícios de que teriam envolvimento com a morte do empresário.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, Marcelo Aparecido Tomaz Goes, as investigações apontaram que a vítima reuniu-se com amigos em uma lanchonete na orla de Barra Bonita, saiu e retornou posteriormente sozinho. Na sequência, já na madrugada de domingo, deixou novamente o local, encontrou-se com dois homens, que seriam Marildo Meza e Caíque Salles, e saiu com eles de caminhonete. "Ainda não apuramos se eram conhecidos ou não", aponta a autoridade policial civil.

O delegado conta, de acordo com a versão de Marildo, que eles pediram carona ao empresário com intenção de roubar seu veículo, uma Toyota Hilux branca. No trajeto, teriam anunciado o roubo e a vítima reagiu. "Ele tentou escapar, mas foi contido por Marildo e golpeado por Caíque", declara o delegado. As agressões, que incluem estrangulamento, continuaram no canavial até que ele perdesse a consciência. 

Acreditando que Colonize estivesse morto, segundo o delegado da DIG,  eles retornaram para buscar o irmão de Marildo, Paulo Roberto Meza, que teria ajudado a dupla a colocar fogo nele.  O trio roubou a caminhonete, três aparelhos celulares e outros bens da vítima. Eles ainda tentaram vender a caminhonete roubada em Bauru, Botucatu e Jaú, sem sucesso. Os três responderão por latrocínio, associação criminosa e ocultação de cadáver.

 

Repetindo a nota da ADV

É com pesar e tristeza que a família Colégio ADV comunica o falecimento do seu fundador, o professor Adevaldo Colonize.
Adevaldo, que estava desaparecido desde a madrugada do último domingo, teve seu corpo encontrado segunda-feira  por volta das 12h30.
É com bastante tristeza que comunicamos a morte do Adevaldo, que com grande empenho e dedicação construiu o Colégio ADV e suas filiais.
Adevaldo dedicou-se a construiu o Colégio ADV, em 2009, que, desde então, não parou mais de crescer. São quatro cidades que dispõem do Colégio.
Familiares e amigos agradecem as orações de toda a população da região. As pessoas que oraram para que tudo pudesse ter um desfecho feliz. Infelizmente isso não aconteceu, mas continuamos com a nossa fé inabalável e sempre acreditando que Deus faz o melhor.










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