Botucatu, quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

Segurança
28/05/2018

Garota de 20 anos cai em golpe e faz recargas em celulares para estelionatários



A vítima fez tudo o que o golpista havia pedido e quando foi completada a sexta recarga, tendo ela um gasto de R$ 600,00 o criminoso desligou o telefone e ela não conseguiu mais o contato

 

É divulgado com relativa frequência que muitos estelionatários usam o telefone e a boa fé das pessoas para aplicar  os mais variados tipos de golpes  e grande parte desses telefonemas é feito por presidiários, especialistas neste tipo de crime com acentuado poder de persuasão. O mais recente caso foi registrado neste domingo, dia 27,  no plantão permanente da Polícia Civil pela delegada Ana Paula Theodoro Bengozi, tendo como vítima uma garota de 20 anos de idade.

Ela recebeu uma ligação telefônica e do outro lado da linha uma pessoa se identificando como representante de uma empresa de telefonia alegou que o número do seu celular havia sido sorteado, mas para receber o prêmio em dinheiro teria que fazer recargas em alguns telefones. O estelionatário apontou que ela receberia somente após completar a sexta recarga. Além disso, a loja em que ela faria as recargas também receberia um prêmio extra de R$ 2 mil.

A vítima fez tudo o que o estelionatário havia pedido e quando foi completada a sexta recarga, tendo ela um gasto de R$ 600,00  o criminoso desligou o telefone e ela não conseguiu mais o contato. Percebendo que havia caído em um golpe ela procurou a polícia para registrar o boletim de ocorrência (BO). 

Outros golpes via telefone

Carro quebrado ou “Bença Tia”

Esse é um golpe muito cometido por detentos de presídios do Brasil. O criminoso liga para números aleatórios e quando alguém atende diz “bença tia (o)”. O suspeito se passa por parente da vítima, geralmente sobrinho, e diz que está com o carro quebrado na estrada e que precisa de dinheiro para o guincho ou para pagar o mecânico. A vítima acreditando que o parente está com dificuldades realiza o depósito. Em outra versão do golpe, o estelionatário pode pedir crédito de celular, supostamente para manter contato com a seguradora e com familiares.

 

Falso seqüestr

Esse golpe é tratado como extorsão e não estelionato. O autor do golpe liga aleatoriamente para telefones de vítimas e diz que está com o filho/a e exige dinheiro para o resgate. Com ameaças de morte e aproveitando a situação de nervosismo, os golpistas acabam convencendo a vítima de que realmente está com alguém de sua família. Diferente do golpe do “carro quebrado”, o estelionatário procura manter o contato com a vítima todo o momento, não deixando que ela desligue o telefone, para que não entre em contato com o filho/a.










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