Botucatu, sábado, 24 de Agosto de 2019

Segurança
23/05/2019

Acusado de assassinar homem de 60 anos é condenado a 21 anos de prisão



Fotos: Valéria Cuter

 

Sete pessoas da sociedade botucatuense (6 mulheres e 1 homem) sorteadas momentos antes do início dos trabalhos compuseram o Conselho de Sentença acatando a tese da promotoria de homicídio duplamente qualificado

 

O Tribunal de Júri do Fórum de Botucatu esteve reunido nesta quinta-feira, dia 23, para o julgamento do réu Luiz Ricardo de Lyra, que foi denunciado pelo Ministério Público como autor do homicídio duplamente qualificado cometido contra Rael Paulino de Melo, na ocasião dos fatos com 60 anos de idade. Crime aconteceu na tarde do dia 19 de outubro de 2016, na Rua Major Nicolau Kuntz, na Cohab IV.

Os trabalhos em plenário foram coordenados pelo presidente do Tribunal e juiz titular da 2ª Vara Criminal Henrique Alves Corrêa Iatarola, tendo como representante do Ministério Público o promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino. Na defesa do réu trabalhou o advogado criminalista Ricardo Braga Andalaft, buscando em plenário desclassificar o crime de homicídio qualificado para lesão corporal seguida de morte. 

O Conselho de Sentença foi formado por sete pessoas leigas da sociedade botucatuense (6 mulheres e 1 homem) sorteadas momentos antes do início dos trabalhos. Após o debate entre acusação e defesa em reunião na sala secreta acataram a tese do Ministério Público que pediu a condenação. O resultado foi de 4 a 3 em desfavor ao réu. O juiz presidente calculou a dosimetria e imputou a Luiz Ricardo Lyra uma pena de 21 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão.

 

Relembrando os fatos

Descreve a denúncia que no dia dos fatos o réu estava conversando e bebendo com um amigo em frente a uma oficina quando Rael Melo parou seu carro nas proximidades. Como já tinham desavenças anteriores os dois homens passaram a discutir, entrando em luta corporal.

Mais jovem e mais forte, Luiz Lyra levou vantagem e ficou por cima de Rael Melo e passou a desferir socos contra seu rosto. As agressões somente cessaram com a intervenção de duas testemunhas.

Bastante ferido Rael Melo ainda conseguiu chegar até as proximidades de sua casa, mas caiu desfalecido em via pública sendo necessário a presença do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) que fez o seu encaminhamento ao Pronto Socorro do Hospital das Clínicas (PSHC), da Unesp. Todavia, em razão da gravidade dos ferimentos Rael Melo veio a entrar em óbito.










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