Botucatu, terça-feira, 18 de Junho de 2019

Segurança
31/05/2019

DIG de Botucatu desmonta estaleiro de caça a animais silvestres em Anhembi



Acusados mantinham em uma área de mata nativa da fazenda, um estaleiro de caça a animais como o javali, estrutura montada em árvore para emboscar os animais, através de um atrativo conhecido como “ceva”  feita com espigas de milho espalhadas pelo chão

 

Um trabalho realizado pela equipe de investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Marcos Franco, Luciano Piazza, Rafael Develedove e o delegado Geraldo Franco Pires, levou ao indiciamento de dois homens, com 43 e 49 anos de idade, respectivamente, por caça ilegal de animais silvestres e porte ilegal de arma. Trabalho policial se desenvolveu na Fazenda Santa Cruz, município de Anhembi

Segundo apurou o trabalho investigativo, os dois acusados que são da Cidade de Conchas, mantinham em uma área de mata nativa da fazenda, um estaleiro de caça a animais como o javali ou a variante “javaporco” (cruzamento da espécie exótica com a doméstica). A estrutura foi montada em árvore para emboscar os animais, através de um atrativo conhecido como “ceva”  feita com espigas de milho espalhadas pelo chão.

Os dois infratores foram autuados em flagrante e com eles os policiais apreenderam duas espingardas cartucheiras calibre 28, um facão e vários cartuchos do mesmo calibre. Foi contatado o proprietário dessa fazenda, mas ele alegou desconhecer que a caça ilegal estava sendo realizado.

 

Caça permitida

Vale destacar que no Brasil, de uma maneira geral, existe muitas pessoas autorizadas a abater o javali, única espécie animal cuja caça é permitida por lei, para controle. Entretanto, para praticar essa atividade é necessário que o caçador seja credenciado, o que não foi o caso recente ocorrido com os dois indiciadoe em Anhembi. Atualmente, existem no País, mais de 40 mil “controladores” cadastrados.

Relatos da invasão de javalis no Brasil remontam a década de 1980. Mas foram nos últimos dez anos que o animal passou a ser considerado uma espécie com potencial invasor sem precedentes, ameaçando a biodiversidade brasileira por competir por recurso e espaço com as espécies nativas e promover alterações físicas profundas nos habitats, além de serem destruidores da agricultura e pecuária, hospedeiros e vetores de zoonoses e de doenças de importância econômica, o que só agrava sua insustentabilidade socioambiental quando fora de controle.










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