Botucatu, sábado, 20 de Julho de 2019

Turismo / Meio Ambiente
11/02/2018

Corpo de Bombeiros resgata tamanduá bandeira que invadiu área urbana



O animal capturado é o maior das quatro espécies de tamanduás tem hábito predominantemente terrestre e mede entre 1,8 e 2,1 metros de comprimento, com peso de até 41 kg e facilmente reconhecido pelo seu focinho longo e padrão característico de pelagem

 

Na manhã deste domingo, a equipe do Corpo de Bombeiros com o subtenente Bill, cabo Lino e soldado Luiz Paulo fizeram a captura de um tamanduá bandeira, em região urbana da Cidade.  Após verificar que o animal não apresentava ferimentos, os policiais fizeram a soltura em área nativa para que ele voltasse ao seu habitat natural, não sendo necessário o encaminhamento ao Centro de Pesquisa de Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens, Cempas, da Unesp de Botucatu, coordenado pelo professor doutor Carlos Teixeira.  

O animal capturado é o maior das quatro espécies de tamanduás tem hábito predominantemente terrestre e mede entre 1,8 e 2,1 metros de comprimento, com peso de até 41 kg. É facilmente reconhecido pelo seu focinho longo e padrão característico de pelagem. Possui longas garras nos dedos das patas anteriores e seu aparelho bucal é adaptado a sua dieta especializada em formigas e cupins, mas em cativeiro ele pode ser alimentado com carne moída, ovos e ração, por exemplo.

O tamanduá-bandeira é listado como "vulnerável" pela  União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) e corre grande risco de extinção, sendo as principais ameaças à sobrevivência da espécie a caça e a destruição do habitat, além de ser susceptível a ser atingido fatalmente por incêndios e atropelamentos.

“O desenvolvimento das monoculturas, o avanço das construções urbanas nas áreas verdes e o aumento das malhas viárias diminuem os habitats naturais dos animais silvestres como o tamanduá que acabam invadindo áreas urbanas onde entram em contato com seres humanos e acabam capturados ou feridos e, muitas vezes, mortos”, coloca o professor do Cempas de Botucatu, Carlos Teixeira.










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