Botucatu, sábado, 24 de Agosto de 2019

Turismo / Meio Ambiente
09/08/2019

Apesar de campanha, Corpo de Bombeiros atende vários casos de queimadas por dia



Lei  prevê que os proprietários de terrenos devem mantê-los limpos, capinados e livres de material potencialmente combustível de forma a não permitir sequer, que outrem ateie fogo

 

Apesar de estar em curso a campanha "Não Ponha a Mão no Fogo - Botucatu Contra Queimada", com participação da Secretaria do Verde, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, entre outras instituições da Cidade, vários casos de incêndio em terrenos urbanos, zona rural e acostamento de rodovias estão sendo combatidos todos os dias.

Em razão disso o comando do  2ª Subgrupamento do Corpo de Bombeiros de  Botucatu procura alertar a população, de uma maneira geral, sobre esta época de estiagem que aumenta a incidência de queimadas. A orientação é que a população deve estar alinhada com Lei Municipal 1007/12, que rege sobre a proibição de limpeza de terrenos com uso de fogo, ocupados ou não por edificação na zona urbana de Botucatu.

Referida  lei  foi regulamentada no ano de 2016 pelo Decreto 10532/16. Na ocasião foi informado aos bombeiros que toda queimada em terrenos cabe autuação, onde será acionado o Grupo de Proteção Ambiental (GPA), da Guarda Civil Municipal que contatará o proprietário bem com averiguar os danos causados com aplicação de multa por metro quadrado da área queimada. Se houver reincidência, dobra-se o valor. Além disso, o incêndio ocasiona prejuízos e danos à saúde pública, principalmente, a crianças e idosos, em razão da inalação da fumaça tóxica.

A constatação do Corpo de Bombeiros é que a maioria das vezes o fogo tem início de forma intencional, de ação humana, principalmente para a limpeza de terrenos.  Uma simples bituca de cigarro jogada à beira de áreas verdes, por exemplo, pode provocar incêndios de grandes proporções, que trazem danos não só à fauna e flora, como também ao ser humano.

A diretora de Educação Ambiental da Secretaria do Verde, Fernanda Bernardi, aponta que a população pode contribuir com a campanha contra as queimadas denunciando por meio dos telefones da Guarda Municipal (199) e Corpo de Bombeiros (193).

 

Morte de animais

Também a queimada é motivo de preocupação da equipe do professor/doutor Carlos Roberto Teixeira, responsável pelo Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres (CEMPAS), da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp de Botucatu. Isso porque muitos animais silvestres sofrem graves ferimentos em razão do fogo.

Teixeira aponta que as queimadas quando não afetam, diretamente, os animais, fazem com que deixem o habitat natural para escapar do fogo e muitas vezes são atropelados ao atravessar estradas ou invadindo residências na área urbana. Alguns morrem no próprio local do acidente. Grande parte dos animais atropelados e mortos está em vias de extinção.

 “É comum recebermos animais como lobos guarás, cachorros do mato, tamanduás, tatus, veados, cobras, aves, entre outros, com fraturas causadas por atropelamentos nas estradas. Alguns nós conseguimos salvar, mas outros, infelizmente, não. Também não são raros os casos de animais que, em razão das queimadas, acabam morrendo intoxicados por inalação de fumaça, dentro das suas tocas”, frisa o professor da Unesp.

 

Principais causas de incêndio
- Bitucas de cigarro;
- Fogueiras;
- Queima não controlada em pastos e canaviais;
- Queima de lixo;
- Descuido humano

 

Prejuízos oferecidos pelas queimadas
- Destruição de plantações e construções rurais;
- Perda de remanescentes florestais;
- Morte de animais silvestres (inclusive espécies em extinção);
- Poluição do ar
- Agravos à saúde (principalmente doenças respiratórias e alergias);
- Contribuição para o aquecimento global (produção em excesso de dióxido de carbono);
- Acidentes com queimaduras e até mesmo morte de pessoas










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